Defesa dos EUA capta reentrada de foguete da SpaceX com atmosfera como sensor

Pesquisadores da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) detectaram acidentalmente um foguete da SpaceX com a ajuda da atmosfera da Terra. A identificação é resultado do programa AtmoSense, que estuda como as ondas sonoras e frequências eletromagnéticas se propagam pela atmosfera. Futuramente, o programa quer identificar ondas atmosféricas criadas por eventos em qualquer lugar do mundo. Starship: explosão do foguete da SpaceX piorou poluição da atmosfera? Foguete da SpaceX cria show de luzes no céu; veja fotos A ideia é que as ondas sirvam como sensores globais de terremotos, erupções vulcânicas e outros fenômenos. Assim, enquanto estudavam ondas criadas por explosões controladas no Novo México, os pesquisadores do AtmoSense acabaram encontrando também as perturbações atmosféricas causadas pela reentrada de um Falcon 9.  Pesquisadores identificaram as ondas causadas pelo retorno do booster de um foguete Falcon 9 (Reprodução/SpaceX) Michael Nayak, gerente do programa, comentou que o fenômeno é altamente repetível. “Descobrimos uma técnica não planejada para identificar objetos entrando na atmosfera da Terra”, declarou ele. Segundo o pesquisador, o segredo está na medida de fluxos de elétrons na atmosfera.  -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Para entender melhor, imagine a água saindo de uma mangueira. “Este é um fluxo de elétrons. Se você colocar seu punho na frente da mangueira, vai perceber uma queda significativa no volume da água saindo da mangueira”, acrescentou. Após identificar a redução na quantidade de elétrons, os pesquisadores conseguiram determinar a localização do evento e concluíram que havia relação com a reentrada do Falcon 9 naquele dia.  Isso significa que o método permite detectar não apenas fenômenos em solo, como terremotos, mas também aqueles que acontecem no ar e até no espaço — e que “são de interesse para a segurança nacional dos Estados Unidos”, acrescentaram os oficiais da DARPA em um comunicado.   Leia também: Vídeo incrível mostra como foi pouso do foguete Starship, da SpaceX Starship: vídeos mostram explosão do foguete da SpaceX sobre o Atlântico Vídeo: Como tirar foto da Lua com o celular    Leia a matéria no Canaltech.

Abr 2, 2025 - 20:59
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Defesa dos EUA capta reentrada de foguete da SpaceX com atmosfera como sensor

Pesquisadores da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) detectaram acidentalmente um foguete da SpaceX com a ajuda da atmosfera da Terra. A identificação é resultado do programa AtmoSense, que estuda como as ondas sonoras e frequências eletromagnéticas se propagam pela atmosfera. Futuramente, o programa quer identificar ondas atmosféricas criadas por eventos em qualquer lugar do mundo.

A ideia é que as ondas sirvam como sensores globais de terremotos, erupções vulcânicas e outros fenômenos. Assim, enquanto estudavam ondas criadas por explosões controladas no Novo México, os pesquisadores do AtmoSense acabaram encontrando também as perturbações atmosféricas causadas pela reentrada de um Falcon 9. 

Pesquisadores identificaram as ondas causadas pelo retorno do booster de um foguete Falcon 9 (Reprodução/SpaceX)

Michael Nayak, gerente do programa, comentou que o fenômeno é altamente repetível. “Descobrimos uma técnica não planejada para identificar objetos entrando na atmosfera da Terra”, declarou ele. Segundo o pesquisador, o segredo está na medida de fluxos de elétrons na atmosfera. 

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Para entender melhor, imagine a água saindo de uma mangueira. “Este é um fluxo de elétrons. Se você colocar seu punho na frente da mangueira, vai perceber uma queda significativa no volume da água saindo da mangueira”, acrescentou. Após identificar a redução na quantidade de elétrons, os pesquisadores conseguiram determinar a localização do evento e concluíram que havia relação com a reentrada do Falcon 9 naquele dia. 

Isso significa que o método permite detectar não apenas fenômenos em solo, como terremotos, mas também aqueles que acontecem no ar e até no espaço — e que “são de interesse para a segurança nacional dos Estados Unidos”, acrescentaram os oficiais da DARPA em um comunicado.  

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