Swift Student Challenge 2025: conheça projetos de brasileiros vencedores
Logo após o anúncio da WWDC25, a Apple começou a notificar os estudantes que participaram do Swift Student…


Logo após o anúncio da WWDC25, a Apple começou a notificar os estudantes que participaram do Swift Student Challenge 2025 — ao todo, 350 pessoas foram escolhidas, sendo que 50 delas entraram para a categoria especial Distinguished Winner.
Assim como em anos anteriores, um número significativo de estudantes brasileiros estão entre os vencedores da competição — cujos projetos vamos conferir abaixo!
Caio Agra Lemos
Original de Maceió (AL), este é o segundo ano em que ele vence o Swift Student Challenge — desta vez com o app Retrato, uma releitura do clássico álbum de família.
No mundo de hoje, as famílias se afastam — o Retrato preenche essa lacuna. Ele reinventa o álbum de fotos clássico em uma experiência interativa que desperta conversas reais, memórias compartilhadas e desafios divertidos.
Daniel Barros
De Fortaleza (CE), ele desenvolveu o Unfaded, um app que trabalha processos mentais e físicos ao mesmo tempo em que informa sobre o avanço e os estágios da doença de Alzheimer.
Imagine-se num dia comum, em que você procura a chave de casa e sente que forças invisíveis a esconderam; itens desaparecem, estranhos se apresentam como parentes e aquela independência de outrora parece esvair-se, deixando o mundo cada vez mais sem cor. Inspirado pela experiência pessoal com a doença de Alzheimer de minha avó, criei Unfaded para transformar essa história íntima em uma experiência lúdica e esclarecedora, através de interações que simulam as diversas fases da doença. As preciosas memórias da minha avó permanecem intactas na minha mente, isso o Alzheimer jamais conseguiu apagar, com Unfaded na sua simplicidade eu quis trazer aquilo que devemos ter ao enfrentar as doenças vividas pelos nossos parentes: o singelo e atemporal ato de amar.
Felipe Peixoto
Original de Rio de Janeiro (RJ), o seu projeto foi eleito na categoria Distinguished Winner. Trata-se do Braille with Zico, um app que visa ensinar Braille — sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão.
Braille with Zico é um playground educacional com SwiftUI projetado para ensinar aos usuários o básico do Braille por meio de uma experiência interativa e acessível. Guiados por Zico, um adorável cão cego, os usuários exploram caracteres Braille usando toque e som. O aplicativo combina narração lúdica, feedback tátil (emulado usando sons no iPad) e minijogos para ajudar os usuários a reconhecer e memorizar símbolos Braille, tornando o aprendizado inclusivo, divertido e significativo para todas as idades.
Gabriela Diniz
Também do Rio de Janeiro (RJ), ela desenvolveu o app Fearless Flights, o qual oferece recursos que visam acalmar as pessoas que costumam se sentir ansiosas em voos.
Fearless Flights acompanha Gabriela, uma passageira nervosa, ensinando aos usuários técnicas para gerenciar a ansiedade antes e durante um voo por meio de histórias interativas. O aplicativo oferece exercícios práticos, frases calmantes e visualizações guiadas para ajudar os usuários a se sentirem mais à vontade e confiantes ao viajar de avião.
Igor Max
Diretamente de Brasília (DF), ele desenvolveu o app BabySteps pensando na rotina de pais de primeira viagem e viabilizando o gerenciamento das tarefas, com insights detalhados sobre atividades específicas.
Um aplicativo de suporte aos pais que auxilia mães de primeira viagem e mulheres grávidas com experiência limitada em cuidados com bebês, fornecendo orientação baseada em estágios, gerenciamento de tarefas e um classificador de choro com tecnologia de IA para dar suporte a decisões, manter-se organizado e fornecer com confiança o melhor cuidado para seus filhos.




João Pedro Junior
Também do Rio de Janeiro (RJ), seu projeto foi mais um eleito na categoria Distinguished Winner. Em Fimbo Village, crianças podem aprender de maneira bastante lúdica e interativa alguns dos princípios da música.
Fimbo Village é um playground interativo que ensina às crianças os fundamentos da música — ritmo, melodia e harmonia — por meio de uma experiência divertida, envolvente e gamificada que estimula a criatividade e a consciência musical.
Letícia Lima
De Manaus (AM), ela também foi escolhida na categoria Distinguished Winner com o PapCheck, um app que aposta na conscientização da saúde da mulher com informações, dicas e a possibilidade de registrar exames.
O PapCheck é um aplicativo leve e envolvente que promove a saúde da mulher ao tornar o exame Papanicolau mais acessível.
No recepção, Mari, a fada da saúde, destaca a importância do exame e o aumento dos casos de câncer de colo de útero no Brasil. As usuárias podem registrar as datas e os resultados dos exames, com o aplicativo calculando automaticamente a próxima data ideal. Ele também fornece dicas práticas e um checklist interativo para tornar a preparação mais fácil e até divertida.

Luciana Vitória Santini Lemos
Diretamente de Porto Alegre (RS), seu projeto vencedor foi o Lumi, um app que conta, a partir de ilustrações e narrações, os detalhes da vida de vaga-lumes.
O Lumi é um aplicativo interativo e narrativo que leva você a uma jornada pelo mundo dos vaga-lumes, bem como pelos problemas que eles enfrentam, poluição luminosa e problemas em seu habitat.
Pedro Nunes Silveira
Original de Paulista (PE), ele desenvolveu o EstFrio, um app cuja premissa é conscientizar sobre o desmatamento e a perda da Mata Atlântica, um dos maiores biomas do mundo.
O EstFrio mergulha os usuários em um cenário de antes e depois na Mata Atlântica. O foco é criar um senso de urgência sobre o fato de que estamos gradualmente perdendo essa parte do mundo devido ao desmatamento descontrolado e à má gestão ambiental.
Ele envolve os usuários em uma narrativa de viagem no tempo, em que a única maneira de salvar a Terra é voltando no tempo e cuidando da floresta antes que ela se perca, fornecendo informações e conhecimento sobre a importância de preservar o meio ambiente.
Pedro Monte
Diretamente de Recife (PE), seu projeto vencedor é o GeneticsGarden, um app que facilita a aprendizagem em torno dos princípios de genérica mendeliana, permitindo que os próprios usuários façam cruzamentos e entendam seus resultados.
O GeneticsGarden é um aplicativo educacional e interativo que ensina os princípios da genética mendeliana e suas variações de uma forma divertida e envolvente. Ao cruzar flores do mesmo tipo, você descobre novas combinações genéticas e completa seu diário de flores, explorando a hereditariedade em uma experiência intuitiva e imersiva!
Raissa Parente
Original de Fortaleza (CE), ela criou o with love, ballet, um app com a proposta de empoderar as pessoas a partir da dança, oferecendo ensinamentos básicos para que qualquer um possa se envolver ainda mais nessa forma de expressão artística.
O with love, ballet proporciona uma experiência que visa empoderar as pessoas em seu relacionamento com a dança e a arte, provando que elas também podem se expressar por meio dessa forma de arte, independentemente de sua aparência ou de suas habilidades. O aplicativo usa um modelo de aprendizado de máquina autotreinado para guiar as pessoas com passos básicos de dança e mostrar a elas que elas também são capazes de fazer isso.
Rodrigo Pellanda
De Porto Alegre (RS), ele desenvolveu o premiado Vertigo, um jogo para combater a ansiedade com música e um enredo cativante — protagonizado por um… iPod!
Vertigo é sobre lutar (literalmente) contra o estresse e a ansiedade usando o poder da música. Uma história maluca que pode ou não fazer sentido: junte-se a um iPod assombrado para destruir seus demônios internos com uma guitarra legal. E ainda mais legal, você pode tocar guitarra usando um piscar de olhos. Desenvolvido pelo SpriteKit, criei mais de 300 sprites para isso, também há uma música legal que sincroniza com o jogo e uma luta de chefe com um grande porco que tenta esmagá-lo enquanto você corre de meteoros.
Thales Araújo
Mais um representante de Manaus (AM), seu projeto vencedor foi o EyeCube, um app que usa o recurso Rastreamento dos Olhos (Eye Tracking) do iOS para que pessoas com tetraplegia ou com capacidades motoras limitadas resolvam o conhecido Cubo Mágico.
O EyeCube visa tornar o Cubo Mágico acessível a pessoas com mobilidade reduzida que enfrentam desafios ao resolver o cubo da maneira tradicional. Com a tecnologia Eye Tracking do iOS, os usuários podem controlar um Cubo Mágico virtual simplesmente usando os movimentos dos olhos, de uma forma fácil, intuitiva e acessível. Isso permite que os usuários resolvam o cubo de uma forma alternativa e oferece a oportunidade de adotar um novo hobby.




Thiago Parisotto
Também de Porto Alegre (RS), ele venceu a categoria Distinguished Winner com o Code the Beat, o qual usa a música para ensinar, de forma bastante interativa, conceitos de programação com Swift.
Code the Beat é uma experiência interativa que ensina conceitos Swift por meio da música. Em cinco níveis exclusivos, os usuários aprendem variáveis tocando notas de piano, funções com um controlador de DJ acionando acordes, matrizes arrastando e ordenando acordes, loops repetindo sequências e condicionais selecionando batidas de bateria. Cada nível inclui animações para mantê-lo visualmente envolvente. Todas as artes e animações foram feitas no Aseprite, e os sons de piano foram gravados por mim para um toque personalizado.
Vale notar que os vencedores do Swift Student Challenge recebem um certificado, uma assinatura de um ano no Apple Developer Program, a oportunidade de fazer um exame de certificação em Desenvolvimento de Apps com Swift e até AirPods Max gratuitos.
Já aqueles escolhidos na categoria Distinguished Winners poderão visitar a sede da Apple em Cupertino para um evento de três dias — incluindo a keynote de abertura da WWDC25. Os demais vencedores têm a chance de participar das atividades no Apple Park por meio de um sorteio.
Mais um ano com vários projetos premiados e inspiradores para a conta dos desenvolvedores brasileiros! Parabéns a todos!!
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