Após 20 anos, Hubble revela impacto da radiação solar nas estações de Urano

Após 20 anos de observações do telescópio Hubble, pesquisadores liderados por Erich Karkoschka, da Universidade do Arizona, descobriram que a luz solar é o segredo por trás de mudanças atmosféricas complexas em Urano. O planeta gelado é um dos menos compreendidos em nosso Sistema Solar, e muito disso se deve ao fato de que foi visitado somente pela sonda Voyager 2 há quase 40 anos.  Telescópio Hubble: 30 anos de história, descobertas e revolução na astronomia Como funcionam os telescópios espaciais? Conheça os mais importantes Para completar, este mundo gigante demora 84 anos para dar uma volta ao redor do Sol. Assim, para que Karkoschka e seus colegas conseguissem monitorar as mudanças sazonais por lá, eles observaram Urano em 2002, 2012, 2015 e 2022; desta forma, eles conseguiram observar a primavera no hemisfério norte de Urano.  Mudanças sazonais em Urano observadas ao longo de 20 anos (Reprodução/NASA, ESA, Erich Karkoschka (LPL) Os dados obtidos ajudaram os pesquisadores a terem compreensão geral da atmosfera de Urano de forma mais completa do que aquela fornecida pela Voyager 2. Foi assim que eles identificaram padrões complexos de circulação atmosférica em Urano durante o período observado. Segundo a equipe, a distribuição de metano pelo planeta não é uniforme, mas sim concentrada em seus polos.  -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Ainda, as observações indicaram mudanças na concentração dos aerossóis por lá: a abundância de metano e de padrões aerossolizados permaneceu relativamente estável nas latitudes médias e baixas nas duas décadas de análise, e os polos tiveram diferenças mais significativas.  O que acontece é que as partículas perto do polo norte de Urano exibiram aumento durante a primavera, mas pareceram desaparecer conforme a incidência de luz solar diminuiu. “Isso é uma evidência que a radiação solar muda a névoa de aerossóis na atmosfera de Urano. Por outro lado, a baixa quantidade de metano parece significativa em ambas as regiões polares durante o período de observação.  Finalmente, as conclusões podem ajudar os cientistas a entenderem melhor como a atmosfera de Urano funciona e responde à luz solar, contribuindo também para o estudo de exoplanetas de tamanho e composição parecidos. Para os próximos passos, os cientistas vão continuar de olho no planeta conforme seu hemisfério norte chega ao verão.  Leia também: NASA revela foto do Hubble após telescópio entrar em novo modo Como as fotos do espaço são feitas? Vídeo: Como tirar foto da Lua com o celular     Leia a matéria no Canaltech.

Abr 2, 2025 - 19:08
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Após 20 anos, Hubble revela impacto da radiação solar nas estações de Urano

Após 20 anos de observações do telescópio Hubble, pesquisadores liderados por Erich Karkoschka, da Universidade do Arizona, descobriram que a luz solar é o segredo por trás de mudanças atmosféricas complexas em Urano. O planeta gelado é um dos menos compreendidos em nosso Sistema Solar, e muito disso se deve ao fato de que foi visitado somente pela sonda Voyager 2 há quase 40 anos. 

Para completar, este mundo gigante demora 84 anos para dar uma volta ao redor do Sol. Assim, para que Karkoschka e seus colegas conseguissem monitorar as mudanças sazonais por lá, eles observaram Urano em 2002, 2012, 2015 e 2022; desta forma, eles conseguiram observar a primavera no hemisfério norte de Urano. 

Mudanças sazonais em Urano observadas ao longo de 20 anos (Reprodução/NASA, ESA, Erich Karkoschka (LPL)

Os dados obtidos ajudaram os pesquisadores a terem compreensão geral da atmosfera de Urano de forma mais completa do que aquela fornecida pela Voyager 2. Foi assim que eles identificaram padrões complexos de circulação atmosférica em Urano durante o período observado. Segundo a equipe, a distribuição de metano pelo planeta não é uniforme, mas sim concentrada em seus polos. 

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Ainda, as observações indicaram mudanças na concentração dos aerossóis por lá: a abundância de metano e de padrões aerossolizados permaneceu relativamente estável nas latitudes médias e baixas nas duas décadas de análise, e os polos tiveram diferenças mais significativas. 

O que acontece é que as partículas perto do polo norte de Urano exibiram aumento durante a primavera, mas pareceram desaparecer conforme a incidência de luz solar diminuiu. “Isso é uma evidência que a radiação solar muda a névoa de aerossóis na atmosfera de Urano. Por outro lado, a baixa quantidade de metano parece significativa em ambas as regiões polares durante o período de observação. 

Finalmente, as conclusões podem ajudar os cientistas a entenderem melhor como a atmosfera de Urano funciona e responde à luz solar, contribuindo também para o estudo de exoplanetas de tamanho e composição parecidos. Para os próximos passos, os cientistas vão continuar de olho no planeta conforme seu hemisfério norte chega ao verão. 

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