Essas são as palavras que as pessoas mentirosas sempre usam, segundo a psicologia

Você já parou para pensar que a forma como alguém fala pode trair uma mentira? Nas últimas décadas, pesquisadores de… Esse Essas são as palavras que as pessoas mentirosas sempre usam, segundo a psicologia foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.

Mar 24, 2025 - 16:29
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Essas são as palavras que as pessoas mentirosas sempre usam, segundo a psicologia
Essas são as palavras que as pessoas mentirosas sempre usam, segundo a psicologia

Você já parou para pensar que a forma como alguém fala pode trair uma mentira? Nas últimas décadas, pesquisadores de psicologia forense e linguística vêm analisando como pequenas escolhas de palavras podem indicar que alguém está escondendo a verdade. Embora não exista um detector de mentiras infalível, estudos identificaram padrões linguísticos que, combinados com outros sinais comportamentais, ajudam a entender melhor o que acontece quando alguém tenta enganar.

Um dos primeiros indícios está no uso (ou na falta) de pronomes em primeira pessoa. Quem mente tende a evitar palavras como “eu”, “meu” ou “nós”, como se quisesse se distanciar da própria história. Em vez de assumir ações, a pessoa recorre a estruturas impessoais. Por exemplo: em vez de dizer “eu cometi um erro”, pode surgir um “cometeu-se um erro” ou “alguém cometeu um erro”. Essa estratégia reduz a identificação direta com o fato, tornando o relato mais frio e menos pessoal.

Outra característica comum é o uso excessivo de termos vagos. Palavras como “alguma coisa”, “tipo” ou “mais ou menos” permitem criar narrativas flexíveis, que podem ser ajustadas conforme a necessidade. Imagine alguém dizendo: “Fui a um lugar, fiz algo e depois aconteceu uma coisa”. A falta de detalhes concretos dificulta a verificação da história e oferece uma saída caso surjam perguntas específicas.

Há também o que os especialistas chamam de “hedging” – o uso de expressões que suavizam afirmações. Frases como “acho que”, “talvez”, “provavelmente” ou “parece” são inseridas para transmitir dúvida ou incerteza. Em contextos onde a pressão por respostas verdadeiras é alta, como em interrogatórios, mentirosos podem adotar esses termos para evitar comprometer-se com uma versão definitiva. É uma forma de deixar portas abertas para reinterpretações, caso a mentira seja descoberta.

A emoção (ou a falta dela) também conta. Quando alguém está sendo sincero, é comum que inclua detalhes pessoais, sentimentos e até pequenas histórias paralelas que dão cor ao relato. Já quem esconde a verdade tende a manter o discurso mais técnico e genérico. Um exemplo seria descrever um evento como “Foi um dia normal, trabalhei e voltei para casa”, sem mencionar sensações, encontros ou imprevistos. A ausência de elementos emocionais torna a narrativa artificial, como se tivesse sido ensaiada.

Essas são as palavras que as pessoas mentirosas sempre usam, segundo a psicologia

Outro sinal é o excesso de rodeios. Em vez de responder diretamente a uma pergunta, a pessoa entra em explicações longas que desviam o foco. Perguntas simples como “Você viu o que aconteceu?” podem gerar respostas como “Bom, havia várias pessoas no local, e a situação era confusa, então é difícil precisar…”. Esse tipo de resposta evita afirmações claras e mantém a história em uma zona cinzenta.

Pesquisas importantes, como as lideradas pela psicóloga Bella DePaulo, reforçam essas observações. Em um de seus estudos, analisando diálogos em contextos de mentira, notou-se que estruturas impessoais e a redução de referências a si mesmo são mais frequentes em situações de engano. Outros trabalhos mostram que mentirosos costumam controlar rigidamente o discurso, evitando improvisos que possam revelar inconsistências.

Vale ressaltar que nenhum desses indícios, isoladamente, prova que alguém está mentindo. Fatores como timidez, nervosismo ou até diferenças culturais podem influenciar a comunicação. Por isso, especialistas recomendam analisar a linguagem em conjunto com outros aspectos, como expressões faciais, tom de voz e contexto da situação. A psicologia forense continua explorando essas nuances, mostrando que a verdade – e a mentira – estão escondidas nos detalhes do que dizemos e do que deixamos de dizer.

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