Homem deportado para a ‘pior prisão do mundo’ após tatuagens serem confundidas com outra coisa, enquanto a família explica o verdadeiro significado
Franco José Caraballo Tiapa, um venezuelano de 26 anos que buscava asilo nos Estados Unidos, foi deportado para El Salvador… Esse Homem deportado para a ‘pior prisão do mundo’ após tatuagens serem confundidas com outra coisa, enquanto a família explica o verdadeiro significado foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.


Franco José Caraballo Tiapa, um venezuelano de 26 anos que buscava asilo nos Estados Unidos, foi deportado para El Salvador após autoridades migratórias alegarem que suas tatuagens indicavam ligação com uma gangue. A decisão, tomada durante o governo de Donald Trump, gerou revolta na família e no advogado do jovem, que afirmam: os desenhos têm significados pessoais e nada têm a ver com criminalidade.
Caraballo entrou nos EUA em outubro de 2023, fugindo da crise socioeconômica na Venezuela. Em fevereiro de 2024, foi detido em Dallas por agentes de imigração. Um documento do Departamento de Segurança Interna (DHS) o identificou como membro ativo do Tren de Aragua, gangue considerada a mais perigosa da Venezuela. A justificativa? As tatuagens em seu corpo.

Os planos de deportação de Donald Trump resultaram no envio de mais de 200 venezuelanos para El Salvador.
Entre as imagens estão uma rosa, um leão e uma lâmina de barbear no pescoço – esta última, segundo a família, representa seu trabalho como barbeiro. Caraballo também tem duas homenagens à filha mais velha, Shalome: um relógio de bolso marcando o horário de seu nascimento e o nome da menina tatuado em letras pretas no peito. Para parentes e amigos, os desenhos refletem sua paixão por tatuagens e seu amor pela família.
O advogado Martin Rosenow, que defende Caraballo, critica a decisão das autoridades. “Ele é um jovem comum… gosta de tatuagens, só isso”, disse. Rosenow destacou que o Tren de Aragua não usa símbolos específicos em tatuagens, ao contrário de grupos como a MS-13, da América Central. “Especialistas na Venezuela confirmam: não há padrão de tatuagens que identifique membros da gangue. Muitos dos presos nem têm tatuagens”, explicou.

Franco José Caraballo Tiapa não é membro de gangue, de acordo com sua família (Franco José Caraballo Tiapa).
A deportação ocorreu mesmo sem histórico criminal. O documento do DHS classifica Caraballo como “estrangeiro deportável”, mas não detalha como chegou à conclusão sobre sua suposta filiação ao grupo. O texto apenas repete a acusação, sem provas ou explicações. Rosenow chamou o processo de “arbitrário” e “sem base factual”, ressaltando que a deportação viola direitos humanos.
O caso não é isolado. Desde 2023, centenas de venezuelanos foram deportados para El Salvador sob a política de “tolerância zero” de Trump. A Casa Branca se referiu a eles como “monstros hediondos”, mas não divulgou detalhes sobre os supostos crimes. Organizações de direitos humanos denunciam a falta de transparência e o uso de critérios subjetivos, como aparência ou tatuagens, para justificar expulsões.

Deportados são enviados para a ‘pior prisão do mundo’.
Caraballo, pai de duas crianças, agora está em um presídio em El Salvador, considerado um dos mais perigosos do mundo. Sua família luta para reverter a deportação, mas enfrenta obstáculos burocráticos. Enquanto isso, o caso levanta debates sobre o impacto de políticas migratórias baseadas em suposições – e como símbolos pessoais podem se tornar armas contra inocentes.
Especialistas em migração alertam: a falta de critérios claros para associar tatuagens a gangues aumenta o risco de erros graves. Para muitos, como Caraballo, a arte no corpo é uma forma de expressão, não um sinal de violência. O problema, segundo ativistas, é que estereótipos frequentemente falam mais alto do que fatos.
O destino do venezuelano ainda é incerto, mas seu caso já virou símbolo de uma discussão maior: até que ponto aparências podem definir o futuro de alguém?
Esse Homem deportado para a ‘pior prisão do mundo’ após tatuagens serem confundidas com outra coisa, enquanto a família explica o verdadeiro significado foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.