Rara colisão de estrelas pode gerar explosão 10 vezes mais brilhante que a Lua

Pela primeira vez na história, cientistas localizaram um sistema binário — ou seja, com duas estrelas centrais — destinado a colidir, gerando um tipo especial de explosão cósmica. O evento, que acontecerá daqui a 23 bilhões de anos, é chamado de Supernova Tipo 1a. O que aconteceria com a Terra se uma supernova explodisse por perto? A morte de anãs brancas e do próprio universo pode demorar mais que imaginávamos Além de único, esse par de estrelas está bem próximo da Terra em termos astronômicos: apenas 150 anos-luz de distância. Em estudo publicado nesta sexta-feira (4) na revista científica Nature Astronomy, pesquisadores descreveram as expectativas para a explosão, que deverá brilhar 10 vezes mais forte do que a nossa lua. A explosão de uma supernova tipo 1a Supernovas, na astronomia, são explosões de estrelas, eventos cósmicos que geram energia e brilho suficientes para, brevemente, superar galáxias. As supernovas tipo 1a são especiais, ocorrendo quando anãs brancas (os restos densos do centro das estrelas) acumulam massa demais, não suportando a própria gravidade. Essa singularidade leva à sua explosão. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.-   De acordo com a NASA, supernovas tipo 1a são raras, ocorrendo uma vez a cada 500 anos na Via Láctea. Supernovas comuns, comparativamente, surgem entre duas a três vezes por século. Estimativas astronômicas previam que duas anãs brancas orbitando-se entre si seriam a causa mais comum de supernovas tipo 1a, e a descoberta vem para confirmar esses cálculos. A dupla de anãs brancas em questão está girando em uma espiral, com cada órbita levando 14 horas. Ao longo dos bilhões de anos seguintes, as ondas de radiação gravitacional aproximarão as duas, até que a supernova comece: nesse ponto, as órbitas irão durar entre 30 e 40 segundos. Esse sistema estelar também é o mais pesado já confirmado pela ciência, com 1,56 vezes a massa do nosso Sol. Segundo os cientistas, a supernova terá início quando a massa de uma das estrelas se transferir para a outra, gerando uma explosão quádrupla. A primeira será durante o acúmulo de material; a segunda, na explosão do centro da estrela, ejetando material para todas as direções;  quando este colidir com a outra anã branca, o processo iniciará a terceira e quarta explosões seguindo os mesmos passos. A energia de todo o evento terá cerca de mil trilhões de vezes a potência da mais poderosa bomba atômica feita pela humanidade, brilhando 200.000 vezes mais do que Júpiter. Leia também: Descoberta a menor e mais densa anã branca já observada — e ela pode explodir! Supernovas podem ter moldado a evolução da vida na Terra Supernova gera uma estrela que não deveria existir VÍDEO: Projeto Tengyun: O Ambicioso Plano Chinês para Lançamentos Espaciais Econômicos com Railgun Gigante   Leia a matéria no Canaltech.

Abr 4, 2025 - 23:39
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Rara colisão de estrelas pode gerar explosão 10 vezes mais brilhante que a Lua

Pela primeira vez na história, cientistas localizaram um sistema binário — ou seja, com duas estrelas centrais — destinado a colidir, gerando um tipo especial de explosão cósmica. O evento, que acontecerá daqui a 23 bilhões de anos, é chamado de Supernova Tipo 1a.

Além de único, esse par de estrelas está bem próximo da Terra em termos astronômicos: apenas 150 anos-luz de distância. Em estudo publicado nesta sexta-feira (4) na revista científica Nature Astronomy, pesquisadores descreveram as expectativas para a explosão, que deverá brilhar 10 vezes mais forte do que a nossa lua.

A explosão de uma supernova tipo 1a

Supernovas, na astronomia, são explosões de estrelas, eventos cósmicos que geram energia e brilho suficientes para, brevemente, superar galáxias. As supernovas tipo 1a são especiais, ocorrendo quando anãs brancas (os restos densos do centro das estrelas) acumulam massa demais, não suportando a própria gravidade. Essa singularidade leva à sua explosão.

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De acordo com a NASA, supernovas tipo 1a são raras, ocorrendo uma vez a cada 500 anos na Via Láctea. Supernovas comuns, comparativamente, surgem entre duas a três vezes por século. Estimativas astronômicas previam que duas anãs brancas orbitando-se entre si seriam a causa mais comum de supernovas tipo 1a, e a descoberta vem para confirmar esses cálculos.

A dupla de anãs brancas em questão está girando em uma espiral, com cada órbita levando 14 horas. Ao longo dos bilhões de anos seguintes, as ondas de radiação gravitacional aproximarão as duas, até que a supernova comece: nesse ponto, as órbitas irão durar entre 30 e 40 segundos.

Esse sistema estelar também é o mais pesado já confirmado pela ciência, com 1,56 vezes a massa do nosso Sol. Segundo os cientistas, a supernova terá início quando a massa de uma das estrelas se transferir para a outra, gerando uma explosão quádrupla.

A primeira será durante o acúmulo de material; a segunda, na explosão do centro da estrela, ejetando material para todas as direções;  quando este colidir com a outra anã branca, o processo iniciará a terceira e quarta explosões seguindo os mesmos passos.

A energia de todo o evento terá cerca de mil trilhões de vezes a potência da mais poderosa bomba atômica feita pela humanidade, brilhando 200.000 vezes mais do que Júpiter.

Leia também:

VÍDEO: Projeto Tengyun: O Ambicioso Plano Chinês para Lançamentos Espaciais Econômicos com Railgun Gigante

 

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