Se não for a OpenAI, então quem a Apple precisa comprar?
Periodicamente, a Apple adquire pequenas empresas de tecnologia, e nós geralmente não discutimos o propósito ou os nossos…


Periodicamente, a Apple adquire pequenas empresas de tecnologia, e nós geralmente não discutimos o propósito ou os nossos planos.
Qualquer jornalista de tecnologia sabe que essa é exatamente a resposta que irá receber se entrar em contato com a assessoria de imprensa da Maçã em busca de esclarecimentos a respeito de uma aquisição recente.
O que não significa que eles(as) não devam tentar obter estes esclarecimentos, é claro. Faz parte do trabalho. Mas via de regra, a essa altura do campeonato, todos os envolvidos já sabem como será uma conversa desse tipo antes mesmo de ela acontecer. Note que, com essa frase, a Apple sequer confirma a aquisição de uma empresa. Ela somente diz que… não dirá nada sobre o assunto.
De tempos em tempos — e, obviamente, só quando convém —, a Apple dá alguns detalhes a respeito da sua política de aquisições. Em 2021, por exemplo, Tim Cook, CEO 1 da companhia, disse que a empresa havia feito por volta de 100 aquisições ao longo dos 6 anos anteriores, o que, na prática, equivaleu a 1 a cada 3-4 semanas.
Especificamente no segmento de inteligência artificial, a companhia vem acelerando esses esforços. Zero surpresa. Logo no início do ano passado, foi noticiado que ela havia adquirido 32 startups de IA em 2023, muito à frente de concorrentes como o Google (21 aquisições), a Meta (18 aquisições), a Microsoft (17 aquisições) e a Amazon (10 aquisições).
Em relação a 2024, no entanto, há menos informações disponíveis. Em março, foi descoberto que a Apple havia adquirido a DarwinAI, uma startup canadense especializada em IA industrial e, no mês seguinte, foi a vez da Datakalab, uma startup francesa que desenvolvia algoritmos de IA para dispositivos móveis.
Alguns resultados dessas aquisições, temos visto no interessantíssimo e movimentadíssimo blog de aprendizado de máquina da Apple. Lá, ela tende a publicar estudos que vão desde soluções para o desafio de executar LLMs 2 em dispositivos com memória limitada, e vão até o recente ELEGNT, um sistema inteligente que rendeu traços de antropomorfismo à interação com uma luminária de mesa.
Para quem gosta de tecnologia, esse blog da Apple é fascinante. Ele é riquíssimo em estudos e explorações das formas como a empresa pode passar a aplicar aprendizado de máquina nos seus produtos ao longo dos próximos anos. Por outro lado, pouquíssimo do que tem surgido ali vem se materializado na entrega de funções que o mundo passou a associar com “inteligência artificial” nos últimos anos. E isso é um problema.
Apple + OpenAI
Ao longo das décadas, o complemento da lacuna na frase “A Apple deveria comprar a __________, já que ela tem dinheiro!!1!” variou, dependendo de qual era a empresa mais famosa do segmento da vez.
Tesla, Disney, Twitter, Netflix, Nintendo, Yahoo, TikTok, Rivian, Sonos, Peloton, Adobe, Vimeo, Telegram, Clubhouse, Sony… aparentemente todo pitaqueiro, exceto a Apple, sabe quem ela deveria comprar para vencer em qualquer mercado. É só escolher a empresa mais famosa, ou então a única cujo nome o pitaqueiro reconhece e… bum! Lucro.
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