Crysis Warhead – O capítulo esquecido da franquia que desafiou os PCs
Se você viveu a era dos jogos de computador em meados dos anos 2000, deve se lembrar de alguns títulos que elevaram a qualidade gráfica ao máximo, “obrigando” muitos a fazerem upgrades em seus PCs para se manterem na crista da onda da tecnologia. Entre esses jogos que se tornaram referência em fidelidade visual, um nome em especial conquistou destaque — não apenas pela beleza de seus modelos 3D, mas também por ser um excelente FPS que sobreviveu ao teste do tempo. Hoje, faremos uma viagem de quase duas décadas no passado para relembrar aquele que se tornou o terror das placas de vídeo: Crysis Warhead.Seu PC roda Crysis?Mesmo que você não seja um entusiasta do mundo dos PCs, é provável que já tenha ouvido a icônica frase “Seu PC roda Crysis?”, que acabou virando meme na época — e não à toa. Em 2007, quando o primeiro Crysis foi lançado, a sensação era de que o mundo simplesmente não estava preparado para aquele nível de poder gráfico. Onde quer que se procurasse, era quase impossível encontrar um computador que suportasse suas configurações máximas.A Crytek — que também havia trabalhado no primeiro Far Cry — não queria apenas promover suas tecnologias proprietárias, mas também elevar o padrão visual dos jogos em geral. Isso fica claro já nos primeiros minutos da campanha, quando o jogador atravessa uma floresta densa e observa o horizonte, apreciando um dos nasceres do sol mais marcantes da história dos videogames.Contudo, Crysis não ficou conhecido apenas por seus gráficos estonteantes. Sua jogabilidade era excelente para os padrões da época, oferecendo ao jogador liberdade para enfrentar os conflitos de diversas formas, graças a mapas abertos recheados de possibilidades.Todos esses elementos fizeram do primeiro Crysis um sucesso estrondoso. Até 2010, ele havia vendido mais de 3 milhões de unidades só no PC, o que garantiu a produção de uma sequência lançada quatro anos depois — que, para muitos fãs, dividiu opiniões.Uma mudança de perspectivaQuando Crysis 2 foi lançado, no início de 2011, sua recepção inicial foi um tanto mista. Isso porque ele alterava vários elementos que haviam consagrado seu antecessor, como os cenários paradisíacos e florestas tropicais, que deram lugar a grandes cidades e uma estrutura de fases mais linear.Essa mudança de direção não aconteceu por acaso. O fato de o primeiro jogo ter sido lançado exclusivamente para computador impactou negativamente suas vendas. Isso levou a Crytek a desenvolver a sequência também pensando nos consoles da época — o Xbox 360 e o PlayStation 3. Para isso, foi necessário mudar o escopo do projeto, removendo os mapas abertos e as vegetações densas.O que para alguns foi um retrocesso, para outros passou despercebido. No seu primeiro ano, Crysis 2 vendeu mais de 3 milhões de cópias, aumentando a popularidade da franquia e assegurando a produção de uma continuação que viria apenas dois anos depois, encerrando a trilogia.O sucesso de Crysis 3 foi comparável ao de seu antecessor, sendo considerado por muitos como o melhor da trilogia. Ele trouxe de volta alguns elementos do primeiro jogo, como os cenários naturais e a sensação de liberdade. Com a evolução da tecnologia e melhorias nas técnicas de desenvolvimento, a Crytek conseguiu recriar grandes áreas cobertas por vegetação — ainda que não tão densas quanto no original — sem comprometer o desempenho nos consoles.Desde então, não tivemos mais grandes novidades sobre a franquia, com exceção de uma remasterização da trilogia lançada para PS4 e Xbox One em 2021, e de uma nova sequência anunciada em 2022, que segue em desenvolvimento.O capítulo esquecidoÉ comum que, entre três títulos principais de peso, algumas pessoas acabem se esquecendo de Crysis Warhead — uma aventura de escopo menor, lançada em 2009 como uma expansão do primeiro jogo, porém que podia ser jogada de forma independente. Nela, assumimos o papel de Psycho, um personagem de grande importância na trama principal de Crysis, que aqui se torna o protagonista.Toda a narrativa do universo Crysis gira em torno de uma invasão alienígena conduzida por uma raça chamada Ceph. Graças à tecnologia dos Ceph, o poder bélico da humanidade avançou significativamente, possibilitando a criação dos trajes de combate conhecidos como nanosuits.Uma vez equipado com o traje, o usuário ganha habilidades sobre-humanas, como superforça, supervelocidade e invisibilidade. São essas capacidades que dão ao jogador a liberdade de enfrentar os desafios como quiser — usando a mata para agir furtivamente ou simplesmente explodindo tudo pela frente. Porém, todo esse poder tem um custo: quanto mais o usuário se aproveita dessas habilidades, mais seu corpo e sua mente são consumidos pela tecnologia alienígena do traje.Enquanto a trama principal se desenvolve, Psycho lida com suas próprias missões do outro lado da ilha, enfrentando soldados norte-coreanos que pretendem utilizar essa tecnologia para criar armas de dominação global.Apesar de ter sido lançado como produto separado, Warh

Se você viveu a era dos jogos de computador em meados dos anos 2000, deve se lembrar de alguns títulos que elevaram a qualidade gráfica ao máximo, “obrigando” muitos a fazerem upgrades em seus PCs para se manterem na crista da onda da tecnologia. Entre esses jogos que se tornaram referência em fidelidade visual, um nome em especial conquistou destaque — não apenas pela beleza de seus modelos 3D, mas também por ser um excelente FPS que sobreviveu ao teste do tempo. Hoje, faremos uma viagem de quase duas décadas no passado para relembrar aquele que se tornou o terror das placas de vídeo: Crysis Warhead.
Seu PC roda Crysis?
Contudo, Crysis não ficou conhecido apenas por seus gráficos estonteantes. Sua jogabilidade era excelente para os padrões da época, oferecendo ao jogador liberdade para enfrentar os conflitos de diversas formas, graças a mapas abertos recheados de possibilidades.
Uma mudança de perspectiva
O que para alguns foi um retrocesso, para outros passou despercebido. No seu primeiro ano, Crysis 2 vendeu mais de 3 milhões de cópias, aumentando a popularidade da franquia e assegurando a produção de uma continuação que viria apenas dois anos depois, encerrando a trilogia.
O capítulo esquecido
É comum que, entre três títulos principais de peso, algumas pessoas acabem se esquecendo de Crysis Warhead — uma aventura de escopo menor, lançada em 2009 como uma expansão do primeiro jogo, porém que podia ser jogada de forma independente. Nela, assumimos o papel de Psycho, um personagem de grande importância na trama principal de Crysis, que aqui se torna o protagonista.
Enquanto a trama principal se desenvolve, Psycho lida com suas próprias missões do outro lado da ilha, enfrentando soldados norte-coreanos que pretendem utilizar essa tecnologia para criar armas de dominação global.