Integrante da equipe de Musk no governo dos EUA deu apoio a grupo hacker, diz agência
Registros obtidos pela Reuters apontam que Edward Coristine, membro do DOGE, usou empresa para ajudar grupo cibercriminoso que sequestrou dados, invadiu contas e roubou criptomoedas. Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025 Reuters/Bryan Snyder O membro mais conhecido da equipe de tecnólogos da equipe de Elon Musk no governo dos Estados Unidos já deu apoio a um grupo de hackers que se gabava de traficar dados roubados e perseguir um agente do FBI, segundo registros analisados pela agência Reuters. Edward Coristine, de 19 anos, é um dos integrantes com mais visibilidade dentro do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), que recebeu amplo acesso a dados de órgãos dos EUA para cortar gastos do governo americano. Ele já foi elogiado por Musk, que o chamou pelo seu apelido. "Big Balls é incrível", disse o bilionário em sua rede social X. Em 2022, quando ainda estava no ensino médio, Coristine começou a dirigir uma empresa chamada DiamondCDN, que fornecia serviços de rede, segundo registros corporativos e digitais analisados pela Reuters e entrevistas com meia dúzia de ex-associados. Entre seus usuários, estava um site administrado por uma rede de hackers que operava sob o nome EGodly, de acordo com registros digitais da empresa de inteligência na internet DomainTools e pela ferramenta de segurança online Any.Run. Em 2023, o EGodly se vangloriou em seu canal do Telegram de ter sequestrado números de telefone, invadido contas de e-mail de autoridades policiais na América Latina e no Leste Europeu e roubado criptomoedas. No início daquele ano, o grupo vazou dados pessoais de um agente do FBI que, segundo eles, estava investigando-os, divulgando seu número de telefone, fotos de sua casa e outros dados privados no Telegram. O EGodly também publicou um áudio de uma brincadeira obscena feita para o telefone do agente e um vídeo, filmado de dentro de um carro, de uma pessoa desconhecida passando pela casa do agente em Wilmington, Delaware, à noite e gritando pela janela: "EGodly diz que você é uma vadia!" Em 15 de fevereiro de 2023, a EGodly agradeceu à empresa de Coristine por sua assistência. "Estendemos nossa gratidão aos nossos valiosos parceiros DiamondCDN por nos fornecer generosamente sua incrível proteção DDoS e sistemas de cache, que nos permitem hospedar e proteger nosso site com segurança", disse a EGodly em uma publicação no Telegram. Os registros analisados pela Reuters mostraram que o site da EGodly, dataleak.fun, estava vinculado a endereços de IP registrados no DiamondCDN e em outras entidades de propriedade de Coristine entre outubro de 2022 e junho de 2023. Além disso, usuários que tentavam acessar o site naquela época precisavam passar por "verificação de segurança" do DiamondCDN. O site da DiamondCDN - CDN normalmente significa "rede de entrega de conteúdo" - foi registrado em meados de 2022, segundo a DomainTools. Ele destacava "excelentes ferramentas de segurança" que ajudariam a reduzir "custos de infraestrutura", de acordo com cópias mantidas no Internet Archive. Coristine não comentou o assunto quando procurado pela Reuters. O DOGE, embora não seja um órgão oficial do governo americano, não se manifestou. Coristine está listado como "consultor sênior" no Departamento de Estado e na Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura, de acordo com um funcionário de cada agência que disse à Reuters ter visto seu nome no diretório de pessoal de suas respectivas agências. No LinkedIn, Coristine se descreve como "encanador voluntário (estagiário)" do governo dos EUA. O Departamento de Estado não se pronunciou sobre Coristine. A CISA, que é responsável por proteger as redes do governo federal contra hackers e espiões estrangeiros, também silenciou. O canal do Telegram do EGodly ficou inativo no ano passado. As tentativas de obter comentários de oito pessoas que participaram ou interagiram com o EGodly não tiveram êxito. Elon Musk em família: brigas com o pai, proteção da mãe e rompimento com filha trans 'Essas são pessoas ruins' O agente do FBI visado pelo EGodly, que agora está aposentado, disse à Reuters que o grupo chamou a atenção de autoridades policiais por sua conexão com o swatting, prática de fazer chamadas de emergência falsas para enviar policiais armados para endereços específicos. "São pessoas ruins", disse o ex-agente, que não foi identificado pela Reuters por receio de mais assédio. "Não são um grupo agradável." Ele se recusou a comentar mais sobre o assédio ou se a EGodly havia sido ou ainda era objeto de uma investigação do FBI. O FBI não se manifestou. A Reuters não conseguiu determinar por quanto tempo a EGodly usou a DiamondCDN ou se a EGodly pagou à empresa de Coristine. Cópias arquivadas do site da DiamondCDN diziam que a empresa previa ter clientes pagantes e não pagantes. Outra pessoa que sofreu assédio da EGodly e um pesquisador de crimes digitais que acompanhou o grupo disseram que ele er


Registros obtidos pela Reuters apontam que Edward Coristine, membro do DOGE, usou empresa para ajudar grupo cibercriminoso que sequestrou dados, invadiu contas e roubou criptomoedas. Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025 Reuters/Bryan Snyder O membro mais conhecido da equipe de tecnólogos da equipe de Elon Musk no governo dos Estados Unidos já deu apoio a um grupo de hackers que se gabava de traficar dados roubados e perseguir um agente do FBI, segundo registros analisados pela agência Reuters. Edward Coristine, de 19 anos, é um dos integrantes com mais visibilidade dentro do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), que recebeu amplo acesso a dados de órgãos dos EUA para cortar gastos do governo americano. Ele já foi elogiado por Musk, que o chamou pelo seu apelido. "Big Balls é incrível", disse o bilionário em sua rede social X. Em 2022, quando ainda estava no ensino médio, Coristine começou a dirigir uma empresa chamada DiamondCDN, que fornecia serviços de rede, segundo registros corporativos e digitais analisados pela Reuters e entrevistas com meia dúzia de ex-associados. Entre seus usuários, estava um site administrado por uma rede de hackers que operava sob o nome EGodly, de acordo com registros digitais da empresa de inteligência na internet DomainTools e pela ferramenta de segurança online Any.Run. Em 2023, o EGodly se vangloriou em seu canal do Telegram de ter sequestrado números de telefone, invadido contas de e-mail de autoridades policiais na América Latina e no Leste Europeu e roubado criptomoedas. No início daquele ano, o grupo vazou dados pessoais de um agente do FBI que, segundo eles, estava investigando-os, divulgando seu número de telefone, fotos de sua casa e outros dados privados no Telegram. O EGodly também publicou um áudio de uma brincadeira obscena feita para o telefone do agente e um vídeo, filmado de dentro de um carro, de uma pessoa desconhecida passando pela casa do agente em Wilmington, Delaware, à noite e gritando pela janela: "EGodly diz que você é uma vadia!" Em 15 de fevereiro de 2023, a EGodly agradeceu à empresa de Coristine por sua assistência. "Estendemos nossa gratidão aos nossos valiosos parceiros DiamondCDN por nos fornecer generosamente sua incrível proteção DDoS e sistemas de cache, que nos permitem hospedar e proteger nosso site com segurança", disse a EGodly em uma publicação no Telegram. Os registros analisados pela Reuters mostraram que o site da EGodly, dataleak.fun, estava vinculado a endereços de IP registrados no DiamondCDN e em outras entidades de propriedade de Coristine entre outubro de 2022 e junho de 2023. Além disso, usuários que tentavam acessar o site naquela época precisavam passar por "verificação de segurança" do DiamondCDN. O site da DiamondCDN - CDN normalmente significa "rede de entrega de conteúdo" - foi registrado em meados de 2022, segundo a DomainTools. Ele destacava "excelentes ferramentas de segurança" que ajudariam a reduzir "custos de infraestrutura", de acordo com cópias mantidas no Internet Archive. Coristine não comentou o assunto quando procurado pela Reuters. O DOGE, embora não seja um órgão oficial do governo americano, não se manifestou. Coristine está listado como "consultor sênior" no Departamento de Estado e na Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura, de acordo com um funcionário de cada agência que disse à Reuters ter visto seu nome no diretório de pessoal de suas respectivas agências. No LinkedIn, Coristine se descreve como "encanador voluntário (estagiário)" do governo dos EUA. O Departamento de Estado não se pronunciou sobre Coristine. A CISA, que é responsável por proteger as redes do governo federal contra hackers e espiões estrangeiros, também silenciou. O canal do Telegram do EGodly ficou inativo no ano passado. As tentativas de obter comentários de oito pessoas que participaram ou interagiram com o EGodly não tiveram êxito. Elon Musk em família: brigas com o pai, proteção da mãe e rompimento com filha trans 'Essas são pessoas ruins' O agente do FBI visado pelo EGodly, que agora está aposentado, disse à Reuters que o grupo chamou a atenção de autoridades policiais por sua conexão com o swatting, prática de fazer chamadas de emergência falsas para enviar policiais armados para endereços específicos. "São pessoas ruins", disse o ex-agente, que não foi identificado pela Reuters por receio de mais assédio. "Não são um grupo agradável." Ele se recusou a comentar mais sobre o assédio ou se a EGodly havia sido ou ainda era objeto de uma investigação do FBI. O FBI não se manifestou. A Reuters não conseguiu determinar por quanto tempo a EGodly usou a DiamondCDN ou se a EGodly pagou à empresa de Coristine. Cópias arquivadas do site da DiamondCDN diziam que a empresa previa ter clientes pagantes e não pagantes. Outra pessoa que sofreu assédio da EGodly e um pesquisador de crimes digitais que acompanhou o grupo disseram que ele era composto por fraudadores experientes, citando a composição da quadrilha e a credibilidade de suas alegações. Ambos pediram para não serem identificados, alegando medo de retaliação. Mesmo que a conexão entre a Coristine e a EGodly tenha sido passageira, Nitin Natarajan, que atuou como vice-diretor da CISA no governo do ex-presidente Joe Biden, disse à Reuters que era preocupante o fato de alguém que prestou serviços à EGodly há apenas dois anos fazer parte de um grupo que obteve amplo acesso às redes governamentais dos EUA. "Isso não foi em um passado distante", disse ele. "A atividade recente e os tipos de grupos aos quais ele estava associado são definitivamente preocupantes." 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