Preveem o fim das televisões: qual dispositivo as substituirá, segundo Mark Zuckerberg

Em um episódio recente do podcast Colin and Samir, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, levantou uma discussão que pode mudar a… Esse Preveem o fim das televisões: qual dispositivo as substituirá, segundo Mark Zuckerberg foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.

Abr 3, 2025 - 23:54
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Preveem o fim das televisões: qual dispositivo as substituirá, segundo Mark Zuckerberg
Preveem o fim das televisões: qual dispositivo as substituirá, segundo Mark Zuckerberg

Em um episódio recente do podcast Colin and Samir, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, levantou uma discussão que pode mudar a forma como enxergamos o entretenimento em casa. Ele previu que, em um futuro próximo, as televisões perderão espaço para um dispositivo mais inovador: os óculos de realidade virtual e aumentada. A ideia parece saída de um filme de ficção científica, mas Zuckerberg não só acredita nisso como explica os motivos por trás dessa possível revolução tecnológica.

A predição de Zuckerberg sobre o fim das televisões

Durante a conversa, o executivo foi direto: “As pessoas não terão televisões” daqui a alguns anos. A afirmação não é baseada em um palpite, mas em uma análise sobre como consumimos conteúdo hoje. Para ele, o problema do televisor tradicional está na sua natureza fixa. Por décadas, a TV foi o centro das salas de estar, mas, com a popularização de smartphones, streaming e plataformas sob demanda, o conceito de “assistir algo” se tornou mais dinâmico e individual.

Zuckerberg aponta que a próxima etapa dessa evolução será a substituição das telas físicas por experiências imersivas. Imagine, por exemplo, ver uma série em uma tela virtual do tamanho de uma parede, projetada diretamente no seu campo de visão por meio de óculos. Ou acompanhar um jogo de futebol como se estivesse na arquibancada, sem precisar de uma TV de 80 polegadas. Esse é o tipo de liberdade que a realidade virtual e aumentada prometem oferecer.

Preveem o fim das televisões

A transição das televisões para a realidade virtual será gradual, semelhante à mudança dos computadores para os dispositivos móveis.

Por que as telas fixas perderão espaço?

O principal argumento de Zuckerberg é a praticidade. Enquanto uma TV exige um espaço dedicado e limita a experiência a um único ambiente, os óculos de realidade virtual permitem que o usuário crie uma tela em qualquer lugar. “Você poderá estalar os dedos e fazer aparecer uma tela onde estiver, seja no sofá, no metrô ou em um parque”, descreveu. A ideia é que, no futuro, as pessoas não precisem escolher entre qualidade e mobilidade.

Outro ponto destacado é a personalização. Com óculos de realidade aumentada, cada membro da família pode assistir a um conteúdo diferente no mesmo ambiente, sem disputar o controle remoto. Além disso, as possibilidades de interação aumentam: imagine pausar um filme com um gesto da mão ou abrir um menu de opções flutuante para escolher o próximo episódio de uma série.

Os dispositivos tradicionais vão desaparecer?

Apesar da previsão ousada, Zuckerberg não acredita que as TVs serão extintas. Ele compara a situação com a relação entre smartphones e computadores. Quando os celulares se popularizaram, muitos pensaram que os PCs deixariam de existir, mas isso não aconteceu. “O celular virou o dispositivo principal, mas o computador ainda tem suas funções específicas”, explicou. Da mesma forma, as TVs podem continuar em alguns contextos, como em bares, academias ou salas de reunião, onde telas compartilhadas fazem sentido.

A transição, segundo ele, será gradual. Assim como ocorreu com o rádio, que sobreviveu à era da TV, os aparelhos tradicionais podem se adaptar a nichos ou se tornar itens de colecionador. O foco, porém, estará nas novas tecnologias, que oferecem mais flexibilidade e recursos integrados.

fim das televisões

Zuckerberg diz que os óculos permitirão que as telas sejam projetadas em qualquer lugar, eliminando restrições espaciais.

O papel da realidade virtual e aumentada nessa mudança

Os óculos de realidade virtual não são novidade, mas Zuckerberg acredita que estão prestes a atingir um novo patamar. Atualmente, dispositivos como o Meta Quest Pro ou o Apple Vision Pro ainda são caros e exigem certo conhecimento técnico para uso. Porém, o CEO da Meta prevê que, em alguns anos, os preços cairão, o design ficará mais leve e a experiência do usuário será simplificada.

Um dos grandes diferenciais dessa tecnologia é a capacidade de misturar o mundo físico com o digital. Com lentes transparentes, por exemplo, os óculos de realidade aumentada permitem que você veja informações sobre o clima flutuando na parede da cozinha ou acompanhe um tutorial de culinária enquanto prepara uma receita. Já a realidade virtual oferece ambientes completamente imersivos, ideais para games, filmes em 360 graus ou reuniões de trabalho em salas virtuais.

Desafios para a adoção em massa

Embora o futuro pareça promissor, Zuckerberg reconhece que há obstáculos. Além do custo elevado, muitos usuários reclamam do desconforto ao usar óculos por longos períodos ou da dificuldade para configurar os dispositivos. Outro ponto crítico é a falta de conteúdo adaptado para realidade virtual. Plataformas como Netflix e YouTube já oferecem suporte, mas a maioria dos filmes e séries ainda é produzida para telas tradicionais.

Para acelerar a mudança, a Meta e outras empresas estão investindo em parcerias com estúdios e desenvolvedores. O objetivo é criar experiências exclusivas que justifiquem o investimento nos óculos. Jogos como Beat Saber e aplicativos de fitness virtual são exemplos de como a tecnologia pode ir além do entretenimento passivo.

A adoção em massa de headsets de RV dependerá de preços acessíveis e avanços tecnológicos, de acordo com Zuckerberg.

Como será a transição?

Zuckerberg não espera que a mudança aconteça da noite para o dia. Assim como os smartphones demoraram mais de uma década para substituir os celulares básicos, os óculos de realidade virtual precisarão de tempo para se tornarem populares. A evolução depende não só da tecnologia, mas também de mudanças culturais. Assistir TV é um hábito enraizado em muitas famílias, e substituí-lo por óculos exigirá uma quebra de resistência.

Um sinal dessa transição lenta é o próprio mercado de TVs, que continua lançando modelos com resolução 8K, conexão inteligente e designs ultrafinos. Enquanto isso, os óculos de realidade virtual ainda são vistos como um produto para entusiastas de tecnologia ou gamers.

O que Zuckerberg propõe é uma coexistência inicial, seguida por uma migração natural à medida que as vantagens das novas tecnologias se tornem inegáveis. Se a previsão estiver correta, as próximas gerações podem considerar as TVs tão obsoletas quanto hoje vemos os aparelhos de DVD.

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