Hands-on Switch 2 | Testamos em primeira mão a evolução do console híbrido

* Matéria em colaboração com Gabriel Rimi, que viajou para Nova Iorque à convite da Nintendo É inquestionável que o Nintendo Switch 2 está envolto em grandes expectativas. E não é para menos: o sucesso da companhia é tão grande que em 2024 ela chegou a ser considerada a empresa mais rica do Japão. Além disso, seu antecessor, o Nintendo Switch, está a menos de 10 milhões de unidades de se tornar o console mais vendido da história e tirar o PlayStation 2, console queridinho dos brasileiros, do topo.  Quando será o lançamento do Nintendo Switch 2 no Brasil? A US$ 449, qual seria o preço do Nintendo Switch 2 no Brasil? Goste ou não do Nintendo Switch, temos que concordar que ele já cumpriu seu papel há bastante tempo. Lançado em 3 de março de 2017, o console completou recentemente 8 anos. Idade esta que fica notável nos últimos lançamentos e na ausência de grandes títulos multiplataforma. E na quarta-feira (2), finalmente o Nintendo Switch 2 foi anunciado no Nintendo Direct, junto com uma lista de títulos de renome disponíveis já em seu lançamento.  -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- O lançamento do videogame será em 5 de junho de 2025, mas o Canaltech já pôde conferir em primeira mão o que o Switch 2 tem a oferecer, junto com alguns dos jogos anunciados no último Direct. Tudo isso graças ao convite da Nintendo que nos trouxe até Nova Iorque para podermos conferir o Nintendo Switch 2 Experience. Mudanças com Nintendo Switch 2 Muita gente que não está acostumada com o primeiro Switch pode olhar para o Nintendo Switch 2 e achar que nada mudou. Porém, não é verdade. Com ele em mãos, notei que o novo é maior do que as imagens mostram, ainda assim mais ergonômico e passa a sensação de ter um acabamento "premium". O Nintendo Switch 2 é um pouco maior do que aparenta (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech) Quando você compara o antigo com este primeiro modelo do Nintendo Switch 2, a sensação é que o anterior era um brinquedo, enquanto o novo tem um design mais tecnológico, refinado e atual. Isso é sentido no tamanho maior e no aproveitamento da tela, com os Joy-Con 2 maiores e uma textura mais amigável que fazem com que a imersão seja maior durante a jogatina, mesmo que ele tenha se tornado menos portátil do que seu irmão mais velho.  Impacto dos Joy-Con 2 na jogatina Os novos Joy-Con 2 são uma grata evolução em comparação aos anteriores. Quando o vimos pela primeira vez em janeiro, parecia que a única mudança seria o tamanho e a presença do sensor óptico para que o controle possa funcionar como mouse. No entanto, a diferença é bem maior quando utilizado pessoalmente. Cada Joy-Con 2 pode ser usado como mouse em diferentes jogos (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech) Logo nos primeiros segundos segurando o novo controle do Nintendo Switch 2 já é possível sentir que se trata de um dispositivo mais sólido, resistente e amigável para longas sessões de jogatina. Além disso, o HD Rumble 2 traz uma imersão ainda maior no sistema de vibração dos controles.  Outro ponto que deve ser mencionado é a função de mouse que os novos controles possuem. Assumo não estar muito otimista quanto a esta novidade, por pensar na ergonomia e praticidade na hora de jogar. Pude testar Metroid Prime 4: Beyond e ver que a função tem potencial para mudar a forma como jogamos títulos de FPS nos consoles. Usar o Joy-Con 2 com a face virada para baixo não é muito ergonômico, mas oferece uma precisão e velocidade surpreendentes. Mais do que isso, basta levantá-lo da mesa e virar o controle para que ele seja reconhecido como Joy-Con novamente, permitindo que a função seja utilizada em momentos específicos para um ajuste fino ou coisa similar. Porém, é difícil dizer quão prática a função será no dia-a-dia. Quem joga videogame com uma superfície lisa e pouco aderente por perto? O Joy-Con 2 não é tão confortável como mouse  (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech) Um dos desenvolvedores do Nintendo Switch 2 nos disse, durante uma mesa redonda, que a função funciona muito bem com calças e superfícies menos planas, como braços de sofá. Não pudemos testar nesses cenários para sabermos se esse tipo de material vai ser bom o suficiente ou não. Posso afirmar que funciona e tem potencial, mas tive a sensação que seria mais do que bem-vindo um acessório que ajude a deixar o controle mais ergonômico nesses momentos.  Melhorias em acessórios Replicando o que foi visto na última geração, o Switch 2 pode ser jogado em suas mãos ou através da dock (conectada à sua TV ou monitor). Por mais que não fosse possível pegar o dock em mãos durante os testes em Nova Iorque, ficou claro que temos mais operações ocorrendo alí enquanto o videogame está funcionando. Agora os jogos podem chegar à resolução 4K em TVs e monitores compatíveis, o que vai aprimorar ainda mais a experiência visual dos jogadores. E falando em desempenho, alguns títulos rodarão a até 12

Abr 3, 2025 - 14:53
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Hands-on Switch 2 | Testamos em primeira mão a evolução do console híbrido

* Matéria em colaboração com Gabriel Rimi, que viajou para Nova Iorque à convite da Nintendo

É inquestionável que o Nintendo Switchestá envolto em grandes expectativas. E não é para menos: o sucesso da companhia é tão grande que em 2024 ela chegou a ser considerada a empresa mais rica do Japão. Além disso, seu antecessor, o Nintendo Switch, está a menos de 10 milhões de unidades de se tornar o console mais vendido da história e tirar o PlayStation 2, console queridinho dos brasileiros, do topo. 

Goste ou não do Nintendo Switch, temos que concordar que ele já cumpriu seu papel há bastante tempo. Lançado em 3 de março de 2017, o console completou recentemente 8 anos. Idade esta que fica notável nos últimos lançamentos e na ausência de grandes títulos multiplataforma. E na quarta-feira (2), finalmente o Nintendo Switch 2 foi anunciado no Nintendo Direct, junto com uma lista de títulos de renome disponíveis já em seu lançamento. 

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O lançamento do videogame será em 5 de junho de 2025, mas o Canaltech já pôde conferir em primeira mão o que o Switch 2 tem a oferecer, junto com alguns dos jogos anunciados no último Direct. Tudo isso graças ao convite da Nintendo que nos trouxe até Nova Iorque para podermos conferir o Nintendo Switch 2 Experience.

Mudanças com Nintendo Switch 2

Muita gente que não está acostumada com o primeiro Switch pode olhar para o Nintendo Switch 2 e achar que nada mudou. Porém, não é verdade. Com ele em mãos, notei que o novo é maior do que as imagens mostram, ainda assim mais ergonômico e passa a sensação de ter um acabamento "premium".

Nintendo Switch 2
O Nintendo Switch 2 é um pouco maior do que aparenta (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech)

Quando você compara o antigo com este primeiro modelo do Nintendo Switch 2, a sensação é que o anterior era um brinquedo, enquanto o novo tem um design mais tecnológico, refinado e atual. Isso é sentido no tamanho maior e no aproveitamento da tela, com os Joy-Con 2 maiores e uma textura mais amigável que fazem com que a imersão seja maior durante a jogatina, mesmo que ele tenha se tornado menos portátil do que seu irmão mais velho. 

Impacto dos Joy-Con 2 na jogatina

Os novos Joy-Con 2 são uma grata evolução em comparação aos anteriores. Quando o vimos pela primeira vez em janeiro, parecia que a única mudança seria o tamanho e a presença do sensor óptico para que o controle possa funcionar como mouse. No entanto, a diferença é bem maior quando utilizado pessoalmente.

Acessórios do Nintendo Switch 2
Cada Joy-Con 2 pode ser usado como mouse em diferentes jogos (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech)

Logo nos primeiros segundos segurando o novo controle do Nintendo Switch 2 já é possível sentir que se trata de um dispositivo mais sólido, resistente e amigável para longas sessões de jogatina. Além disso, o HD Rumble 2 traz uma imersão ainda maior no sistema de vibração dos controles. 

Outro ponto que deve ser mencionado é a função de mouse que os novos controles possuem. Assumo não estar muito otimista quanto a esta novidade, por pensar na ergonomia e praticidade na hora de jogar. Pude testar Metroid Prime 4: Beyond e ver que a função tem potencial para mudar a forma como jogamos títulos de FPS nos consoles.

Usar o Joy-Con 2 com a face virada para baixo não é muito ergonômico, mas oferece uma precisão e velocidade surpreendentes. Mais do que isso, basta levantá-lo da mesa e virar o controle para que ele seja reconhecido como Joy-Con novamente, permitindo que a função seja utilizada em momentos específicos para um ajuste fino ou coisa similar. Porém, é difícil dizer quão prática a função será no dia-a-dia. Quem joga videogame com uma superfície lisa e pouco aderente por perto?

Imagem do Nintendo Switch 2
O Joy-Con 2 não é tão confortável como mouse  (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech)

Um dos desenvolvedores do Nintendo Switch 2 nos disse, durante uma mesa redonda, que a função funciona muito bem com calças e superfícies menos planas, como braços de sofá. Não pudemos testar nesses cenários para sabermos se esse tipo de material vai ser bom o suficiente ou não. Posso afirmar que funciona e tem potencial, mas tive a sensação que seria mais do que bem-vindo um acessório que ajude a deixar o controle mais ergonômico nesses momentos. 

Melhorias em acessórios

Replicando o que foi visto na última geração, o Switch 2 pode ser jogado em suas mãos ou através da dock (conectada à sua TV ou monitor). Por mais que não fosse possível pegar o dock em mãos durante os testes em Nova Iorque, ficou claro que temos mais operações ocorrendo alí enquanto o videogame está funcionando.

Agora os jogos podem chegar à resolução 4K em TVs e monitores compatíveis, o que vai aprimorar ainda mais a experiência visual dos jogadores. E falando em desempenho, alguns títulos rodarão a até 120 FPS em resolução Full HD — como será o caso de Metroid Prime 4: Beyond.

Também surpreendeu ver a base com um sistema próprio de resfriamento através do cooler ativo. Enquanto muitos se deparam com o primeiro Switch esquentando ao rodar determinados jogos mais pesados, a Nintendo acertou com o Switch 2 neste sentido. Afinal de contas, o console híbrido sofrerá menos e permitirá até mesmo uma vida útil maior para o hardware

Em contrapartida, a companhia precisa ajustar tudo para fazer com que as jogatinas fiquem melhores na tela grande e com maior qualidade. Para isso, a Nintendo oferece duas soluções ao público: o grip comum e o Joy-Con 2 Grip Pro Controller. O grip que vem com o console é simples e não traz novidades notáveis. Porém, Grip Pro Controller será vendido a parte com bateria e com os botões adicionais GR e GL.

Acessórios do Nintendo Switch 2
O Nintendo Switch 2 contará com diversos acessórios oficiais no lançamento (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech)

Posso dizer que o Joy-Con 2 Grip Pro Controller, que estava disponível durante os nossos testes, é extremamente confortável de manusear e representa uma evolução gigantesca em relação ao que era visto com os controles básicos do primeiro Switch. 

Já o Pro Controller 2 continua tão bom e sólido quanto antes. Agora possui também os botões GR e GL (que podem ser mapeados) na parte traseira. Um detalhe importante é que senti que o Pro Controller do Switch 2 me pareceu ligeiramente menor do que o anterior. Senti que os botões estavam um pouco mais próximos. É algo que precisa ser comparado à versão anterior para me certificar, porém essa foi uma forte impressão que tive no evento da Nintendo. 

Jogando no Nintendo Switch 2

A melhor forma de usar um videogame é, sem dúvidas, jogando. Por mais que os anúncios de recursos e novas funções empolguem e gerem grandes debates, um dos fatores mais importantes é como eles serão vistos através dos games.

Grande parte dos títulos mostrados no Nintendo Direct. que estarão disponíveis no lançamento do console (ou bem próximo dele) estavam disponíveis durante nossos testes. Ou seja, pudemos botar as mãos em um dos jogos mais cobiçados e que tem um grande legado a superar pela frente: Mario Kart World.

Durante as partidas, pude sentir que o jogo era bem divertido e é possível aproveitar bastante da experiência apresentada no Nintendo Switch 2. A taxa de quadros por segundo seguiu estável, mostrando os cenários de forma mais profunda e dinâmica, o que ajudou bastante a manter o equilíbrio entre um bom desempenho e os gráficos do console. Claro que isso não impediu que eu ficasse em segundo lugar contra um dos adversários, mas ainda assim pude curtir muito do game. 

Mario Kart World está maior do que nunca e é o jogo perfeito para demonstrar a diferença de poderes do Switch 2 para o primeiro. Por mais que se trate de um jogo que parece leve, graficamente falando, trazer 24 corredores no multiplayer com a fluidez apresentada me soa completamente intangível no antigo queridinho da Big N. 

 

Após este teste, que foi realizado tanto no modo portátil quanto com o console conectado ao dock, também pude jogar uma partida do novo modo apresentado neste Mario Kart: o Knockout Tour. Nele, 24 jogadores (todos em multiplayer local no caso do teste que realizamos) correm em uma corrida longa com um total de 6 checkpoints. A cada checkpoint, os últimos colocados vão sendo eliminados até que sobrem apenas os 3 primeiros colocados. 

Este novo modo caiu como uma luva na franquia. É divertido, empolgante e faz com que a adrenalina fique alta durante toda a partida. O medo de ser eliminado e a duração longa da corrida faz com que sua atenção seja constante e com que técnicas e itens de defesa sejam mais necessários do que nunca. É realmente incrível como este modo acrescenta tanto a um jogo que tem um passado tão rico quanto Mario Kart.  

Apesar de ter testado outros jogos, vou focar no outro grande anúncio para Nintendo Switch 2 do dia: Donkey Kong Bananza. O macaco mais querido dos videogames volta a ter uma aventura 3D mais de 10 anos sem novos títulos. E é possível ver que a Nintendo realmente pensou bem em que estilo de jogo poderia reservar para uma franquia tão querida.

 

Donkey Kong Bananza é familiar, mas completamente novo pela sua mecânica de exploração: que acontece através da destruição do cenário. O teste nos apresentou o cenário de uma mina de escavação, local perfeito para aprendermos a destruir o ambiente das diversas formas possíveis dentro do jogo em busca de objetivos e colecionáveis.

Neste sentido, o jogo possui uma exploração horizontal mais óbvia, destruindo o que está no seu caminho, mas também oferece uma possibilidade de destruíção vertical. É possível cavar buracos, escalar paredes e obstáculos e quebrar o terreno, para cima e para baixo.

Assumo que passei mais parte do tempo que me foi disponibilizado destruindo e colecionando tudo que podia do que me preocupando em entender e buscar os objetivos apresentados. E confesso que foi extremamente divertido. De fato, Donkey Kong Bananza tem tudo o que é necessário para começar uma nova franquia de sucesso para a turma do DK.

Nintendo Switch 2
Jogar no Nintendo Switch 2 se tornou muito divertido (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech)

Acerto de estratégia da Nintendo

Além da honra de poder testar o videogame e seu invejável lineup de lançamento, é muito satisfatório ver que a Nintendo aprendeu com alguns erros do passado. O fato de termos influenciadores e veículos brasileiros em um evento tão importante para a marca e o simples fato de o novo console se chamar Nintendo Switch 2 já são sinais deste amadurecimento.

A Nintendo está se aproximando de seus fãs, entendendo as formas de divulgar sua marca e descobrindo que as vezes o óbvio também funciona. E o Switch 2 é justamente isso: uma evolução óbvia, mas que era muito necessária para seguir o caminho certo. Não há motivos para buscar uma revolução em algo que já funcionou tão bem, ao menos não neste primeiro momento. Como diz o ditado: "Não se mexe em time que está ganhando".  

Apesar disso, a japonesa tempera a obviedade com seu DNA. Traz novas formas de jogar, de fazer com que um chat ao vivo durante uma partida seja mais divertido e prazeroso e fazer o que ela faz de melhor: divertir o público. 

Em uma conversa com Romina Whitlock, Diretora de Marketing para a Nintendo América Latina, foi possível perceber que a companhia, de fato, está olhando para o Brasil e buscando soluções para o nosso mercado. Romina foi muito sincera ao falar sobre o compromisso com a localização de jogos, com a presença no cenário gamer nacional e, inclusive, vontade de resgatar este tempo em que a Nintendo e o Brasil se distanciaram.

Romina Whitlock, da Nintendo
Romina Whitlock garante que a Nintendo está observando os jogadores do Brasil de perto (Imagem: Gabriel Rimi/Canaltech)

Mais do que isso, disse que teremos o lançamento em terras brasileiras na mesma semana que o lançamento norte-americano. Isso significa que veremos o Nintendo Switch 2 por aqui até 8 de junho. 

É seguro dizer que o Switch 2 parece estar trazendo um lado da Nintendo que nós, brasileiros, ainda não temos tanto contato e que vislumbramos apenas em territórios internacionais. Acredito que o Switch 2 seja, por tudo isso, um excelente console para que haja, de fato, uma mudança muito positiva no mercado de games e na sua presença dentro do Brasil. 

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