Intel e TSMC podem formar parceria para administrar fábricas de chips

Em crise, Intel pode dividir fábricas com a TSMC. Joint venture envolveria tecnologia taiwanesa e estratégia dos EUA para recuperar terreno. Intel e TSMC podem formar parceria para administrar fábricas de chips

Abr 4, 2025 - 17:50
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Intel e TSMC podem formar parceria para administrar fábricas de chips
Resumo
  • Intel e TSMC planejam formar uma joint venture, na qual a TSMC deterá 20% e compartilhará sua tecnologia e treinamento.
  • A parceria conta com influência do governo dos EUA, que busca retomar a competitividade da Intel no setor de semicondutores.
  • A Intel enfrenta dificuldades devido a falhas na expansão e perda de mercado, que resultou em um prejuízo de US$ 18,8 bilhões em 2024.

A Intel e a TSMC teriam chegado a um acordo para criar uma joint venture, que ficaria responsável por operar as fábricas de chips da companhia americana. As informações são de uma reportagem do site The Information.

Segundo a publicação, a TSMC ficaria com uma fatia de 20% da joint venture. Para isso, a empresa taiwanesa compartilharia seu conhecimento técnico e forneceria treinamento aos funcionários da Intel.

A iniciativa teria influência do governo dos Estados Unidos. De acordo com a reportagem, a Casa Branca pediu ajuda à TSMC para recuperar a Intel, que tem enfrentado sérios problemas nos últimos anos. A fabricante asiática teria oferecido participações na joint venture a mais empresas, como Nvidia, AMD e Broadcom.

O The Information reporta ainda que executivos da Intel estariam com medo de que a iniciativa cause demissões em massa. Por isso, o governo americano tem pressionado as duas empresas para que o acordo seja fechado.

O que mais a Intel tem feito para se salvar?

Desde meados de março de 2025, a Intel tem um novo CEO: Lip-Bu Tan. Em sua primeira aparição pública depois de assumir o cargo, o executivo prometeu voltar às raízes da companhia, colocando a engenharia em primeiro lugar.

A ideia é concentrar as ações no design de chips orientados à inteligência artificial, com novas soluções para a arquitetura x86. Mesmo assim, pelo menos no discurso, a Intel não fala em abandonar seus negócios no setor de fundição.

As mudanças também ocorrerão na comunicação e no marketing, com a expressão “Intel Inside”, famosa nos anos 90, voltando a aparecer.

Como a Intel entrou em crise?

Nos últimos anos, a Intel tentou expandir seus negócios e fabricar chips para outras empresas, como a própria TSMC faz.

Não deu certo: o nível do serviço não foi bom o bastante para enfrentar a concorrência, e apesar de alguns acordos, os clientes esperados nunca vieram. Os investimentos não tiveram retorno, e a Intel amargou um prejuízo de US$ 18,8 bilhões em 2024.

Antes disso, a empresa deixou boas oportunidades passarem. Ela não conseguiu entrar no mercado de smartphones, deixando um setor gigante nas mãos de empresas que usam a arquitetura Arm em seus chips, como Qualcomm, MediaTek e Samsung.

Além disso, a Intel não aproveitou o recente boom da inteligência artificial generativa — o mercado é praticamente dominado pela Nvidia, que chegou a se tornar a empresa com maior valor de mercado de Wall Street em alguns momentos de 2024.

Com informações da Reuters e TechCrunch

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