PF diz ao STF que rede X permitiu financiamento de perfis bloqueados no Brasil

Segundo investigadores, plataforma exibia dados adicionais que permitiam o financiamento das contas, inclusive, com criptomoedas. Blogueiro Allan dos Santos é dono do canal 'Terça Livre' e foi alvo de operação da PF no inquérito das fake news Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a plataforma X permitiu que usuários financiassem ou apoiassem contas de bolsonaristas que são investigadas e estavam bloqueadas no Brasil por ordem da Corte. Os investigadores afirmam que, apesar das mensagens informando a restrição da conta, a plataforma exibia dados adicionais que permitiam o financiamento desses perfis, inclusive, com o recebimento de valores em criptomoedas. O sistema, diz a PF, foi identificado nas contas: @tercalivre e @allanldsantos, ligadas a Allan dos Santos, que é considerado foragido; @Rconstantino, do jornalista Rodrigo Constantino; @realpfigueiredo, do empresário Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República acusado de participação na trama golpista. Alexandre de Moraes desativa conta na rede social X "Ao invés de apenas ser exibida a mensagem indicando que a conta está retida, os perfis exibem alguns botões e informações que permitem, no Brasil, sem uso de Virtual Private Network (VPN), aos usuários financiarem/apoiarem essas contas por meio da assinatura da plataforma X e, no caso de Allan Lopes dos Santos, o fornecimento de um endereço para o recebimento de valores em Bitcoin", escreveu a PF. O relatório aponta que ao clicar no botão "resumo do perfil" é aberta uma janela, que exibe uma mensagem feita por inteligência artificial, que coloca Allan do Santos como crítico ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ao presidente Lula. A assinatura de Allan dos Santos, de acordo com as investigações, seria de R$ 25,90 ao mês. A PF já havia identificado que o X permitiu na própria plataforma transmissões de lives de perfis bloqueados.

Mar 20, 2025 - 19:31
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PF diz ao STF que rede X permitiu financiamento de perfis bloqueados no Brasil

Segundo investigadores, plataforma exibia dados adicionais que permitiam o financiamento das contas, inclusive, com criptomoedas. Blogueiro Allan dos Santos é dono do canal 'Terça Livre' e foi alvo de operação da PF no inquérito das fake news Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a plataforma X permitiu que usuários financiassem ou apoiassem contas de bolsonaristas que são investigadas e estavam bloqueadas no Brasil por ordem da Corte. Os investigadores afirmam que, apesar das mensagens informando a restrição da conta, a plataforma exibia dados adicionais que permitiam o financiamento desses perfis, inclusive, com o recebimento de valores em criptomoedas. O sistema, diz a PF, foi identificado nas contas: @tercalivre e @allanldsantos, ligadas a Allan dos Santos, que é considerado foragido; @Rconstantino, do jornalista Rodrigo Constantino; @realpfigueiredo, do empresário Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República acusado de participação na trama golpista. Alexandre de Moraes desativa conta na rede social X "Ao invés de apenas ser exibida a mensagem indicando que a conta está retida, os perfis exibem alguns botões e informações que permitem, no Brasil, sem uso de Virtual Private Network (VPN), aos usuários financiarem/apoiarem essas contas por meio da assinatura da plataforma X e, no caso de Allan Lopes dos Santos, o fornecimento de um endereço para o recebimento de valores em Bitcoin", escreveu a PF. O relatório aponta que ao clicar no botão "resumo do perfil" é aberta uma janela, que exibe uma mensagem feita por inteligência artificial, que coloca Allan do Santos como crítico ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ao presidente Lula. A assinatura de Allan dos Santos, de acordo com as investigações, seria de R$ 25,90 ao mês. A PF já havia identificado que o X permitiu na própria plataforma transmissões de lives de perfis bloqueados.